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COMUNICAÇÃO TRANSCULTURAL DO EVANGELHO - Fonte: de Missiologia Global


COMUNICAÇÃO TRANSCULTURAL DO EVANGELHO
                            Mestrado em Missiologia – CIEM

              Aluno: Gustavo Luiz Rodrigues Souza
Professor: Sebastião Lúcio Guimarães

Resenha do livro de David J. Hesselgrave: “A Comunicação Transcultural do Evangelho” Vol 2.

Como missionário o Dr. David assimilou muita coisa boa, a qual coloca nas páginas do seu excelente livro sobre comunicação. Sabe-se que a socialização se dá justamente pela língua de um povo, afinal a língua é um esforço de socialização. Lógico é que dentro de uma comunidade há vários elementos sociais, lingüísticos e culturais. E tudo isso não se pode ignorar.
De acordo com o autor a comunicação através das fronteiras é a essência da tarefa missionária. Que tem como objetivo persuadir homens e mulheres a que se convertam e tornem-se seguidores fiéis e frutíferos do Mestre.
O autor nesta obra ajuda cada leitor a ver as coisas de uma forma diferente. Geralmente as pessoas são tentadas a ver o mundo a partir de sua própria visão ou de acordo com sua cultura. No entanto,  o livro ajuda a ver o mundo de várias formas, isto é, tendo uma cosmovisão. O e autor foi muito bem sucedido ao definir ou nesse esforço de definir a cultura, visto que há muita confusão nessa área. Sendo que melhor do que apresentar as formas de ver o mundo o Dr. David após a descrição e classificação de cosmovisão, ele passa a instigar as pessoas a adotar uma teologia bíblica e a ter uma cosmovisão cristã.
Algo extraordinário são as dezenas de exemplos de como comunicar o Evangelho de Cristo em ambientes de cosmovisões não-cristãs. É sumamente importante a compreensão de ambientes não cristãos; se em ambientes cristãos já se torna difícil a exposição das Escrituras Sagradas de modo fiel, imagina em ambientes hostis ao cristianismo. Muito valioso é a explicação  e comunicar o evangelho numa cosmovisão tribal, o que é um desafio enorme para os missionários dos tempos hodiernos. A compreensão da cosmovisão Hindu-budista é importantíssima, pois a realidade brasileira é completamente diferente e, em alguns casos os conceitos são antagônicos. Valiosa demais é a exposição da comunicação do evangelho na cosmovissão chinesa. Por várias razões soa como algo fundamental o conhecimento de uma nação milenar. Uma comunidade milenar, com crenças, culturas, práticas e língua também milenar. A china não é apenas um país  grande geograficamente; também não resume ao fato de ser o país mais do mundo. A china tem desafios tão gigantescos quanto  o próprio país. Afinal tem uma cosmovisão oriental completamente diferente da nossa que é ocidental. Tentar conhecer a China a partir da forma de enxergar ocidental é um grande equívoco. Contudo, o autor salienta bem a necessidade de inserir na cultura chinesa e passar a compreender cada vez mais e mais esse povo numeroso, mas também muito amado pelo Criador.
Outro ponto essencial que o Dr. Hesselgrave aborda é a necessidade de comunicar o evangelho em cosmovisões monoteístas. Aparentemente seria mais fácil, pois o cristianismo é monoteísta. Sendo que na prática é um assunto complexo demais. Imagine o debate de arminianos e calvinistas.  Apesar de vários séculos não se chegou a um denominador comum. Pois esta mesma impressão se tem ao evangelizar ou comunicar o evangelho tanto a judeus quanto aos mulçumanos. Os judeus enxergam os cristãos como politeístas, pois não conseguem assimilara idéia de adorar “três deuses”. Essa é a idéia dos judeus com relação ao cristianismo. Não consegue ver um só Deus em três pessoas como fazem os cristãos. Logo para o judaísmo que entende de modo literal o Antigo Testamento, mas que por não aceitar o Novo Testamento como parte das Escrituras Sagradas considera incompatível a atitude adotada pelos cristãos. E nesse cenário tão turbulento e tenso que o Doutor David mostra a necessidade de comunicar o Evangelho de modo genuíno, mas compreensivo para os judeus. Também estão nesse grupo os mulçumanos que não ver Jesus como o Filho de Deus, apenas como um profeta.  Depois avalia a comunicação do evangelho em cosmovisões sincretistas e multirreligiosas. Aí o leitor brasileiro entenderá um pouco mais do assunto, mas verá dentro do próprio Brasil o sincretismo religioso. O brasileiro é um país crédulo de natureza; acredita-se em tudo, acredita em qualquer bobagem. E em meio a tanta crendice e superstição o sincretismo ganha “corpo” ou forma de acordo com a região em nosso país.
Na terceira parte do livro o autor abordou os processos cognitivos. Analisou a forma de pensar afinal de contas ninguém crer por acaso. E este processo foi muito bem detalhado pelo Dr. Davis. Resume dizendo que é preciso compreender a mentalidade do povo E é uma verdade.
Em meio ao processo cognitivo trabalhou as diferenças culturais (que são muitas!). Alertou para o fato de que cada povo com sua cultura pensa de modo peculiar. Por este motivo abordou como comunicar o evangelho no local onde predomina o pensamento intuitivo e místico. São pequenas coisas que fazem grande diferença! A abordagem sobre o local onde predomina o pensamento relacional concreto também foi muito oportuno.
Muitas vezes não há uma preocupação com a língua, porém, o autor fala de sua importância. Do aprendizado com a língua local, os métodos de aprendizado com a língua, entre outras coisas. Imagine a situação constrangedora de alguém desejar comunicar com outra pessoa, mas não conseguir fazer-se entendido. Sem falar do mal estar ou do embaraço decorrente da falta de comunicação. Fica evidente que havendo o conhecimento da língua local haverá uma receptividade maior pelo grupo que está recebendo os missionários.
O autor finaliza o livro falando sobre a importância do comportamento frente a um pouco até então desconhecido pelo missionário. Aborda a linguagem silenciosa, a linguagem do corpo, as características físicas, o espaço e o tempo da fala, enfim, é muito detalhista. Contudo, o desconhecimento de algum pormenor pode criar um tremendo prejuízo ao evangelho em meio a comunidade. Não menos importantes são as normas adotadas pelos missionários, pois deve ser levada em consideração a obediência à vontade de Deus e o respeito ao ser humano, como imagem e semelhança de Deus.
A presente obra é leitura imprescindível para qualquer missionário para que muitas situações embaraçosas sejam evitadas e para que haja uma perfeita comunicação do evangelho. Recomendo a todo cristão e, não só para os estudantes de missiologia.
As palavras finais são de Gratidão a Deus pela vida do Doutor David  e de sua enorme colaboração na área missiológica.  


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